Arquivos da categoria: Fotografia

Digipix Day 2016

memória
me.mó.ria
sf (lat memoria) 1 Faculdade de conservar ou readquirir ideias ou imagens.

Conservar imagens. Conservar recordações. Conservar histórias.

Olhar aquela foto no álbum, porta-retrato ou guardada naquela já amassada e velha caixa no fundo do armário e vivenciar um instante mágico em que praticamente nos colocamos novamente dentro de um momento especial.

Reviver momentos, que por causa da fotografia, felizmente não se perderam no tempo.

Por isso dou o maior valor a preservação da memória. Não deixar que ela se perca em um pendrive, HD ou rede social qualquer.
TER as fotos. TER porta-retratos. TER álbuns.
TER as memórias à mão para reviver sempre o que for mais importante para você.

O DigipixDay 2016 foi assim.
Mostrou todas as novidades que se espera de uma empresa que trabalha com impressão de fotos, mas acima de tudo foi uma ode ao que é mais importante no trabalho de um fotografo. A preservação das lembranças de cada pessoa que nos escolhe como seu fotógrafo.

DigipixDay 2016

DigipixDay 2016

DigipixDay 2016

A construção de uma imagem

blog_01Divina inspiração não existe.

Uma ideia criativa simplesmente não surge pronta na cabeça de um artista, que dá vida a ela por meio de um quadro, um texto, uma fotografia, uma música, ou seja qual for a maneira pela qual ele se expressa.

Divina inspiração não existe, é sim fruto de uma construção trabalhosa.

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A busca pela imagem ideal, escondida dentro do que se vê – Galeria do Rock (SP)

O que é comum a qualquer artista é que o primeiro passo de uma criação é a maneira como ele enxerga o mundo. O que acredita, o que gosta, suas referências, elementos que fazem parte de um fluxo de ideias e reflexões que mesmo inconscientemente passam sim pela cabeça de quem está criando.

Particularmente sobre a fotografia os caminhos que a construção de uma imagem permeiam, além da visão particular de cada fotografo, são os da técnica e da composição, que juntos lapidam a imagem a ser criada dentro da cena que se apresenta.

Para um fotografo a imagem surge de algo que chama a atenção, seja real ou uma ideia que será construída posteriormente.

Qual a melhor maneira de fazer esse registro?

Se algo chamou a atenção é porque ele tem sentimento, tem história, é instigador. É papel do fotografo interpretar isso e conseguir responder de forma concisa: Onde? Quando? Quem? De que forma? Para quê? O quê?

Além dessa parte mais subjetiva temos as perguntas que a técnica faz: vertical ou horizontal, colorida ou preto e branco, qual a profundidade de campo ideal, luz natural ou flash, como compor o que estou vendo.

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Essa construção se apresenta em qualquer tipo de imagem inclusive fotografia social – Carol e Lucas

Assim se constrói uma imagem. Com muito trabalho, muitos erros, muita experimentação e muita espera porque no caso da fotografia ainda precisamos ter a paciência e a esperança de que o momento decisivo irá chegar. Um olhar, um beijo, um carinho, uma pessoa passando, um pássaro, uma nuvem, um carro, uma risada, um sorriso…

É ai que reside toda a magia!

Fonte: Livro Contexto e Narrativa em Fotografia de Maria Short

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O batizado do Edu

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Um dia lindo, de muito sol e familiares com os olhos brilhando. Foi assim o batizado do Edu.

Tive a oportunidade de fotografar ele quando estava na barriga e seus pais, Rodrigo e Milena, esperavam ansiosos pela sua chegada. Agora pude conhecê-lo e fotografa-lo mais uma vez, e ter a certeza do quão amado e bem-vindo é.

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O olhar, 6ª semana de fotografia de São Caetano do Sul

O olhar do fotografo Dirceu Cavalheiro durante a palestra de Alexandre Urch na 6ª Semana de Fotografia de São Caetano do Sul

O olhar do fotografo Dirceu Cavalheiro durante a palestra de Alexandre Urch na 6ª Semana de Fotografia de São Caetano do Sul

Sempre que tenho a oportunidade de ver algum fotografo que admiro falando sobre o sua produção artística fico mais certo sobre uma coisa: para produzir um trabalho realmente interessante é preciso ter muito amor pelo que se faz, e isso, com certeza, não se aplica somente a fotografia.

Nas duas últimas semanas tive uma dessas oportunidades durante a 6ª Semana de Fotografia de São Caetano do Sul, entre as várias palestras realizadas durante o evento três em especial me chamaram a atenção. Eder Chiodetto, Araquém Alcântara e Alexandre Urch, profissionais que admiro muito, trataram cada um dentro de sua especialidade dessa necessidade de amor, dedicação, sensibilidade e quase obsessão para realizar um trabalho fotográfico que se destaque.

O simples fato poder vê-los s falando sobre suas experiências, erros e acertos, escolhas, frustrações, pensamentos e conceitos que acabam usando quando estão fotografando ou pensando em fotografia faz qualquer um que ame ter a câmera nas mãos recarregar a alma de inspiração e querer sair por ai fotografando tudo, buscando uma cena, uma luz, uma ideia para colocar em prática tudo de novo que agora está na mente.

Um pouco sobre esses três profissionais e a impressão que tive deles.

Eder Chiodetto é um pensador da fotografia, hoje trabalha com curadoria ajudando grandes fotógrafos no desenvolvimento dos seus projetos. Com a atenção voltada para a edição de um trabalho fotográfico ele tem disponível para download em seu site um livro que trata exatamente sobre curadoria em fotografia, fica o link e a dica para quem se interessar.
www.ederchiodetto.com.br/download-do-livro/

Araquém Alcântara, o maior fotografo de natureza do Brasil, é também o que tem as histórias mais legais e assustadoras que já pude ouvir. O melhor de poder conhecer o Araquém é entender que não é por mágica, sorte ou divina inspiração que ele consegue suas fotos, e sim muito, muito, trabalho.

Araquém Alcântara

Araquém Alcântara

Alexandre Urch é um fotografo de rua cuja criatividade e produção está diretamente ligada ao ato de flanar, link para post sobre flanar aqui do blog. Sua fotografia surge de uma abertura para vida e para o mundo, uma busca constante por um registro do que vê e sente.

Alexandre Urch

Alexandre Urch

O que fica claro para mim depois de conhecer um pouco mais da visão que o Eder, o Araquém e o Alexandre têm da fotografia é que o olhar fotográfico faz um trabalho se destacar, não o olhar em si, e sim o seu olhar. A maneira como você vê e se relaciona com o mundo ao seu redor, o que você sente, pensa e acredita.

Falar sobre o olhar e sobre desenvolver ele é muito mais fácil do que realmente desenvolvê-lo. Assim como a fotografia o olhar é um ato de aprendizado continuo que depende de estudo, repertório, erros (que podem se tornar acertos), confiança, abertura para novas ideias (por mais malucas que sejam), dedicação, e porque não dizer a disponibilidade para participar de eventos como a 6ª Semana de Fotografia e alimentar a cabeça e o coração com novas ideias.

Eu falo com tanto carinho da Semana de Fotografia de São Caetano do Sul porque ela surgiu no exato momento em que decidi começar a levar a fotografia a sério, e é responsável por parte do conhecimento, curiosidade e ideias malucas que desenvolvi nos últimos anos e quero continuar a desenvolver por muito tempo. É um evento aberto ao público e organizado por pessoas que acima de tudo amam e tem a fotografia como meio de se expressar.

A sensação que fica depois de rever todas as notas que fiz durante essas duas semanas de palestras é que nada do que foi dito traz a certeza sobre o sucesso no mundo da fotografia, até porque nada é certo nessa vida, mas com certeza a dedicação de corpo e alma irá produzir um trabalho verdadeiramente seu.

Fontes: Eder ChiodettoAraquém Alcântara, Alexandre Urch, Dirceu Cavalheiro e ABC Click

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Photoshop Conference 2014

Photoshop Conference 2014

Photoshop Conference 2014

Nessa semana, dias 24, 25 e 26 de março, foi realizado no Centro de Convenções Rebouças aqui em São Paulo o Photoshop Conference 2014, o maior evento de Photoshop da America Latina. Direcionado para os mais diversos públicos que utilizam o Photoshop como uma de suas principais ferramentas de trabalho, fotógrafos, designers, webdesigners, pessoal especializado em pós-produção seja em tratamento ou fusão de imagens, ilustradores, todos juntos para 3 dias de muita informação, conhecimento e networking.

Depois de duas noites sem conseguir pregar os olhos em uma empolgada tentativa de organizar o conhecimento e as ideias que fervilhavam e ainda fervilham na minha cabeça posso dizer que particularmente para mim ele foi fantástico. Digo isso porque para um evento que tem Photoshop até no nome o que menos se discutiu foi sobre o Photoshop.

Produtividade e agregar valor a imagem, dois pontos que se destacaram durante os 3 dias e foram apresentados de maneiras diferentes pelos vários profissionais que passaram por lá. Produzir mais, com melhor qualidade e em menos tempo, essencial para quem trabalha com fotografia assim como eu, uma vez que é constante a busca por entregar um trabalho de maior qualidade para o cliente e fazer isso com um gasto menor de tempo e energia só agrega valor ao seu negocio e a qualidade do seu serviço.

Mas em que consistem esses valores que melhoram a qualidade trabalho final?
Simples. Bem mais simples do que se imagina. Envolve o conhecimento de todas as ferramentas a disposição, Fotografia e Photoshop por exemplo, e a organização prévia do workflow do trabalho antes de sair colocando a mão na massa. Como vão ser feitas as fotos? Qual a melhor maneira de integrar a fotografia a pós-produção? Qual tipo de tratamento vai ser feito nessas fotos?

O Photoshop tem junto a ele duas ferramentas muito poderosas que auxiliam a vida de qualquer um que trabalha com imagens, primeiramente o Adobe Bridge que cataloga e organiza todos os arquivos do computador tornando muito mais fácil, por exemplo, a visualização, controle e edição de um ensaio fotográfico com 800 imagens.

A segunda ferramenta é o Adobe Camera Raw (ACR) que basicamente só era usado para o tratamento das imagens em formato RAW produzidos pelas câmeras profissionais e semi-profissionais, mas que na versão mais nova do Photoshop (Photoshop CC) surge também como um filtro dentro do programa tornando mais simples sua utilização no tratamento de qualquer tipo de imagem.

Mas em que raios isso muda o tratamento de uma imagem?

O ACR tem uma aplicação mais orgânica, intuitiva e rápida, em um primeiro momento muito mais simples e direto que o Photoshop, oferecendo ao usuário um resultado fantástico de tratamento deixando o Photoshop voltado para casos bem específicos. A soma das duas ferramentas gera uma infinidade de opções de tratamento e edição de imagem.

Vamos a alguns exemplos.
Nessa primeira série de imagens eu selecionei uma fotografia que fiz há algum tempo, à esquerda, ela foi descartada porque com no tratamento com o Photoshop eu perdi muita informação no céu e nas árvores tornando a imagem muito contrastada. Uma das opções seria fazer uma máscara para o céu e para as árvores e trata-los separadamente, depois equalizar toda a luz e contraste da imagem, demandando muito trabalho e tempo. Nas imagens do meio e da direita todo o tratamento foi feito em alguns minutos no ACR sem nem passar perto Photoshop e com um resultado fantástico de retorno de informação para o céu e para as árvores

A esquerda imagem antiga tratada no photoshop na época, mas que foi descartada porque não consegui detalhes do céu. No meio e a direita tratamento somente no camera raw e o recurso de conseguir trazer a tona todos os detalhes perdidos.

À esquerda a imagem com um tratamento básico no Photoshop, no meio e a direita tratadas somente no ACR.

Muito mais do que oferecer um simples tratamento o ACR se prova uma ferramenta completa com ótimos resultados de nitidez, controle de contraste, cross processing, redução de ruído, e rápida visualização de uma edição que pode ser finalizada posteriormente no Photoshop.

Varias opções em pouco tempo

Imagem original / Imagem tratada somente no ACR

E em meio a tantas conversas sobre produtividade, técnicas e negócios, surge quase no fim do evento a palestra que eu mais estava esperando, o fotografo Leandro Neves apresentando a influência da arte em suas fotografias, fotografias essas daquelas de tirar o fôlego eu diria.
Uma voz para não nos deixar esquecer que nosso trabalho também é arte, e requer um tanto de sensibilidade.

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