Arquivos da categoria: Projetos Autorais

Echos

_DSC0267_DSC0294Encarar uma página em branco é dar de cara com o medo.

Seja um trabalho artístico, um texto, um projeto, uma ideia, começar é sempre igual, muito difícil. Isso porque ao dar o primeiro passo  nos damos conta que não somos perfeitos e não vamos acertar de primeira.

Mas o mais importante é o primeiro passo.

Encarar uma página em branco é dar voz a ecos da mente que reverberam com força. É um momento particular de luta, conhecimento, vitórias e derrotas. Sem pretensões ou expectativas, somente um momento de pura criação.

Não existe atalho, tudo começa com o primeiro passo, então é melhor começar o mais cedo possível para chegar mais rápido onde se quer.

Esse projeto ficou anos engavetado, mas agora finalmente venceu a página em branco.

Lhes apresento: Echoes

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ERA UMA VEZ UMA FOTO: Sol

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O que mais gosto na fotografia é que por vezes não temos a menor ideia do que o dia vai nos proporcionar. Essa imprevisibilidade exige do fotografo uma grande capacidade de adaptação, usar as ferramentas disponíveis naquele momento para a construção da melhor imagem possível.

Esta foto foi feita em um domingo de manhã no Elevado Costa e Silva (Minhocão). Havia fotografado lá há alguns anos, e decidi voltar para redescobrir o local.

O amanhecer entre os prédios. Uma luz amarelada e forte. Um bom-dia para a cidade. Um bem-vindo para mim. EXATAMENTE a primeira imagem que vi.

Era uma vez uma foto: Céu da manhã

Projeto: Era uma vez uma foto

Acordei bem cedo nesse dia, era domingo.
Tenho a mania de pegar uma xícara de café e ir a janela ver como o dia está nascendo, dei de cara com esse céu incrível.
Um azul profundo completamente tomado por essa textura formada pelas nuvens, até hoje é o céu que mais lembro de querer fotografar.
Sai de casa com a mochila nas costas e a cabeça fervilhando de ideias.
Voltei somente no começo da tarde , com um monte de fotos e um sorriso de orelha a orelha.

Uma boa foto as vezes surge assim, tudo já é lindo naturalmente, só precisamos ir lá clicar.

Peixes e Homens – Parte 2

Complementando o post da semana passada, segue agora a segunda parte de Peixes e Homens, texto de Renata Minholi.

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Peixes e Homens – parte 1

O que eu acho mais divertido sobre as crianças, e que tento manter um pouco até hoje, é a criatividade abundante, a habilidade que só elas têm de viver em um mundo lúdico, com suas brincadeiras, seus sonhos e suas fantasias.

Em uma entrevista do escritor uruguaio Eduardo Galeano para o documentário Sangue Latino, ele apresenta uma história sobre essa realidade em que as crianças vivem:
“(…) eu cruzei com uma menina, muito nova, devia ter uns dois anos, não mais que dois anos, que vinha brincando no sentido contrário e ela vinha cumprimentando a graminha, as plantinhas “bom dia graminha”, dizia: “bom dia graminha”. Nessa idade somos todos pagãos, somos todos poetas, depois o mundo se ocupa de apequenar nossa alma e é isso que chamamos de crescimento, desenvolvimento.”

Peixes e Homens foi inspirado por certezas que eu tinha quando era uma criança, apresentei as ilustrações para a grande amiga Renata Minholi e ela foi muito simpática em abraçar a ideia e escrever pequenas histórias, ou uma grande história sem fim, sobre o que eu estava querendo demonstrar.

Um trabalho feito por ela e por mim como uma tentativa de ver o mundo novamente como crianças. No total são 4 textos e imagens, 2 seguem nesse post e os 2 últimos no post da próxima semana.

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O vento

Sempre fui um entusiasta do vento e essas fotos e texto são um pouco de tudo que visualizo quando penso sobre o ar em movimento.

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Solidão Transitante

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Solidão transitante é um projeto fotográfico que se tornou um reflexo.

Surgiu de um dia no transito, de um olhar pelo retrovisor e a visão de varias pessoas na mesma situação, a primeira imagem mais a frente ilustra essa constante presente na vida de cada um. Digo que se tornou um reflexo porque mostra momentos passam por nossos olhos todos os dias, mas que por vezes nem sequer reparamos. Um reflexo sobre o dinamismo, sobre o fluxo e acima de tudo sobre a vida em uma grande metrópole. Um ensaio fotográfico pautado pelos recortes que a vista de dentro de um carro proporciona, com o intuito de mostrar como a relação entre homem, carro e cidade tende a solidão.

“Se vou para frente… Coisas ficam para traz … A gente só nunca sabe… que coisas são essas.” trecho do texto Amém, de autoria de Fernando Anitelli, que se tornou parte integrante do projeto servindo como linha guia para a narrativa e ajudando a ilustrar as ideias apresentadas.

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Amém
Pelo retrovisor enxergamos tudo ao contrário
Letras, lados, lestes
O relógio de pulso pula de uma mão para outra e na verdade… ]
[ nada muda
A criança que me pediu dez centavos é um homem de idade ]
[ no meu retrovisor
A menina debruçando favores toda suja
É mãe de filhos que não conhece
Vendeu-os por açúcar
Prendas de quermesse
A placa do carro da frente se inverte quando passo por ele
E nesse tráfego acelero o que posso
Acho que não ultrapasso e quando o faço nem noto
O farol fecha…
Outras flores e carros surgem em meu retrovisor
Retrovisor é passado
É de vez em quando… do meu lado
Nunca é na frente
É o segundo mais tarde… próximo… seguinte
É o que passou e muitas vezes ninguém viu
Retrovisor nos mostra o que ficou; o que partiu
O que agora só ficou no pensamento
Retrovisor é mesmice em dia de trânsito lento
Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas
Mostra as ruas que escolhi… calçadas e avenidas
Deixa explícito que se vou para frente
Coisas ficam para trás
A gente só nunca sabe… que coisas são essas

Todas as fotos do projeto aqui no site:
Solidão Transitante

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